Pronto. É verdade. Fiquei emocionado. Fiquei emocionado por ver tanta polícia a conter uma manifestação de trabalhadores. Nada me move contra a polícia. Afinal, salvaram-me a vida no longínquo ano de 1987 (questões de saúde e foi um agente que me acudiu) e só lhes posso estar eternamente reconhecido.
Mas verificar que uma manifestação é barrada pela polícia e há gente presa porque os políticos colocaram o País neste estado e agora é que têm medo, isso é uma coisa que me transcende.
Agora, a pretexto da crise corta-se nos ordenados o que é sempre a medida mais fácil. Fácil pois então. Tenho falta de dinheiro na carteira e vou à carteira do vizinho, sempre de uma maneira legal, e saco-lhe umas massas. Sobretudo legal este esbulho. E a manifestação que se observou é a primeira de muitas que poderão muito bem descambar em violência. E se calhar esta é uma faceta do português que nunca se viu. Nunca reagimos, somos "mansos" até um dia.
Esta não é a minha visão de paraíso e O Paraíso é uma questão pessoal.
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