quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Lapso do Governo


Hoje não resisti e tive que enviar a quem me pareceu melhor este pequeno texto, devido ao facto de serem o sustentáculo parlamentar do Lapso, perdão, do Governo.


Exmos Senhores Deputados do Grupo Parlamentar do PSD



Depois de ontem ter tomado conhecimento das diáfanas palavras do nosso primeiro-ministro só me faltava ouvir, através da TSF, e pausadamente, o senhor ministro das finanças.



Em resposta a um parlamentar socialista, ouvi-o perorar sobre um livro interessante A Queda de um Anjo, escrita em 1866, por alguém que infelizmente se suicidou. Há, no entanto, mais livros interessantes. Estou a pensar em Pinocchio, escrito em 1883 por Carlo Collodi. Vejam que é uma obra com 129 anos mas que continua tão actual.



E que dizer de uma revista absolutamente fantástica, de nome A Paródia, publicada a partir de 17 de Setembro de 1900. Já ontem falei dela (por mail) ao senhor deputado Jorge Moreira da Silva. Aliás, esta obra em sete volumes deveria ser de leitura obrigatória entre os membros do Parlamento e, porque não, no seio do governo. É herdeira d’O António Maria, outra pérola da sátira e com comentários verdadeiramente certeiros e corrosivos. Esta surgiu em 1879 (série 1 entre 1879-1885 e série 2, de 1891-1898).



E, se nos voltarmos de novo para a palavra escrita, pois temos que dar o valor à palavra escrita, como dizia hoje, no Parlamento……  (desculpem, estava a pensar de uma forma pausada)….,  o nosso ministro das finanças, então devemos reler As Farpas, essa obra de erudição, datadas de 1871-1883.



Se calhar, a leitura destas obras – bem sei que entre todas as aqui referidas só o Pinóquio e As Farpas estão no circuito comercial -, no período  pascal que hoje se inicia e isto se não estiverem a trabalhar, certamente vos faria reflectir sobre o mundo e o País em que vivemos, o modo como tratamos o nosso semelhante, a postura que nos deve orientar, as inverdades que nos devemos abster de dizer quando falamos para um público mais vasto, do género nação portuguesa.



Com os meus cumprimentos

Como O Paraíso é uma questão pessoal, estar n'A Paródia é o meu eden.

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