sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A sociedade civil em movimento

A sociedade civil saindo rapidamente do Palácio Foz depois de iniciado o Auto da Barca do Inferno.

A sociedade civil ou seja, a canalhada vulgarmente designada por povo ou povinho não esteve para estar à espera para poder entrar no Palácio Foz para assistir a uma coisa chamada de debate. É que o povinho já sabe o que é um debate dado que na altura em que havia a TV analógica (a que chegava a todo o País), a malta via os tais de debates. O povo lembra-se de um determinado debate em que Mário Soares fala para Álvaro Cunhal e dele sai a conhecida frase: Olhe que não, olhe que não. 
Hoje em dia os debates são muito mais sofisticados. Este debate de ontem e de hoje foi muito à frente. Os chamados elementos da sociedade civil foram convidados pelo governo para um debate em que o governo não era tido nem achado. Foram proibidos as tomadas de imagens e de som mas os mesmos seriam transmitidos numa versão condensada, melhor, comprimida em 120 segundos. Um debate de dois dias em 120 segundos. Fabuloso. E o tema do debate é que é coisa de somenos. São os tais 4.000 milhões de que não se sabe para que servem.
Isto é debate. Mais parece um Inferno e devíamos enviar estes personagens surreais pelo Rio do Esquecimento abaixo. Aí sim, ficaríamos mais em paz e no paraíso. E O Paraíso é uma questão pessoal

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